Sou como não sou e sendo como não sendo vou vivendo. Vivendo vagueando p'lo mundo vou, ou não, perdendo ou ganhando. Perder e ir perdendo dia após dia, mas ganhando outras valiosas. Valiosas saudades saudando saudosamente a memória. Memória daquela terra, que me preenche de imagens só ao pensar nela... ela me fez como eu sou... ela me educou o espírito de maneira a viver quando possível, ou sobreviver. Sobrevivendo à inconstância inconstante, como um velho barco à vela no meio de uma tempestade. Tempestade num copo de água feito irracionalmente, pois os irracionais são mais do que aqueles animais assim denominados. Razão... razão de existir, de continuar?... existe? Continuar, continuando ou equilibrando o desequilíbrio de ser ou não ser, ou antes, sendo não sendo, vivendo vagueando, perdendo e ganhando memórias de imagens de uma terra onde vivi e sobrevivi a tempestades irracionais, no meio de animais, mas continuei a existir tentando-me equilibrar.